Você sabia que cada lei aprovada pelos vereadores de São José dos Campos em 2011 custou mais de R$ 135 mil aos cofres públicos?
Sabia também que, dos 219 projetos aprovados no ano passado, 140 se referem a leis decorativas? Para que os parlamentarem pudessem dar nomes a ruas, conceder medalhas de honra ao mérito e títulos de cidadão joseense, a população pagou mais de R$ 19 milhões (!).
A TV O VALE finalizou matéria sobre o balanço do Legislativo de São José dos Campos. A reportagem será veiculada a partir deste sábado (12/05), mas você assiste primeiro aqui, no Hipertexto
A cada dia este blog fica mais, digamos, eclético. Não vive mais somente de posts sobre tecnologia, ou sobre os bastidores das gravações da TV O VALE … e acho que isso é bom. Eclético, dinâmico … enfim, aberto. Neste post, aliás, me atrevo a percorrer uma seara que não é a minha praia: a política.
Bom, a última dos vereadores de São José dos Campos é tentar incluir o “Dia do Anencéfalo” no calendário oficial do município.
Antes de mais nada, quero deixar claro que este texto não tem o objetivo de servir de combustível àquelas discussões apaixonadas sobre a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos, ok!?
Bom, sanada esta questão, vamos ao que interessa. Você, leitor, acha realmente que a eventual criação desta efeméride trará algum benefício à causa, ou à cidade? Reproduzo aqui o comentário feito pela leitora Fernanda Costa na reportagem sobre o assunto, veiculada no portal de notícias do O VALE.
“Deveria ser criado o dia da conscientização da necessidade de doação de órgãos, pré natal consciente, dia da gravidez com cautela, dia da criança feliz, dia dos pais responsáveis, dia da consciência paternal, dia do pai que ajuda na escola seu PRÓPRIO filho, dia do médico da família, dia de Deus em seus corações… Dia do Anencéfalo é politicagem pura, que não leva a nada… Cada pai sabe a dor que sente e qual o melhor caminho que sua consciência e coração podem suportar!!! Deixe que cada um saiba o melhor caminho e o menor sofrimento!!!”
Concordo com ela e tomo a liberdade de emitir minha opinião sobre o assunto: a impressão que dá é que estes legisladores gostam de brincar conosco (que fomos às urnas para elegê-los). Como uma criança marota, eles testam o limite da nossa paciência empregando um tempo precioso e (o nosso) dinheiro na discussão de uma questão esdrúxula como esta.
E isso não é uma coisa assim, “nova“. Quem, como eu, possui uma memória razoável vai se lembrar … foi nesta legislatura que surgiram assuntos controversos como:
Agem com se fossem senhores feudais, se recusando a ouvir aqueles que os colocaram lá. Inverteram a lógica, já que na Idade Média, não havia uma população, somente servos. O cara nascia servo e morria servo, enquanto o dono do feudo deliberava a seu bel prazer, paparicado por seus vassalos.
Hoje, séculos depois, as coisas mudaram. Nossos empregados, são eles é quem deveriam nos servir … com o óbvio: propostas inteligentes, lutando para diminuir o abismo social existente na cidade, ajudando a implementar políticas públicas efetivas e fiscalizando (de fato) o Executivo. Mas, infelizmente, a grande maioria prefere se ater a miudezas do tipo (quando não estão empregando recursos em projetos que dão nomes às ruas, medalhas ao mérito e títulos de cidadão joseense). Desperdiçam a oportunidade de ouro que demos a eles, de se apresentar ao debate REAL de propostas benéficas à população. Uma pena!
Como disse no início do texto, política não é minha praia. Por isso, talvez o nefelibata desta história toda seja eu … por não valorizar nossos atuais representantes do Legislativo como deveria.
Para terminar e aproveitando que hoje é 1º de maio (Dia do Trabalhador), compartilho o link de uma música dos Titãs que gosto muito. Parabéns aos verdadeiros trabalhadores, que dão seu suor por um Vale do Paraíba melhor!
Como vocês sabem, predominantemente, os artigos deste blog são voltados a assuntos “tecnológicos” e aos bastidores da nossa TV O VALE. Hoje, no entanto, me permito abrir uma exceção e retroceder algumas décadas –de uma época quando a internet era restrita às comunicações militares.
Bom, vamos lá: Quem, com mais de 30, 35 anos, nunca sonhou em ter um “Opalão”, ou um “Mavecão”?
Pois é. Bom, sempre gostei de velocidade, de “carrões” … e nesta semana fui surpreendido por uma notícia muito legal. Hoje é possível ter um Maverick, ou um Opala … mesmo que seja em miniatura.
É vedade! A editora Planeta DeAgostini traz a coleção “Carros Inesquecíveis do Brasil”, que conta a história da indústria automobilística do país e dos carros “clássicos” fabricados entre as décadas de 50 a 90 do século passado.
No total serão 50 edições, que trazem consigo miniaturas produzidas em escala de colecionador, 1:43. Os carrinhos são fabricados em metal injetado, fiéis aos modelos originais.
Cada fascículo é recheado de detalhes técnicos, como: especificações do motor, embreagem, transmissão, suspensão, freios, dimensões, desempenho e consumo de combustível.
Entre os clássicões, além do ‘Mavecão’ e o ‘Opalão’ estão carros como o Fusca, o Puma GTE Coupe, a Rural (Willys), o DKW, entre outros.
A coleção é quinzenal e foi lançada em apenas algumas cidades dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O primeiro fascículo terá um preço especial de lançamento de R$ 9,99 e traz a miniatura de um OPALA SS 4100 1976. A segunda edição com fascículo + um FUSCA 1961 terá um preço promocional de R$ 24,99. A partir da terceira edição, o fascículo + a miniatura custará R$ 39,99.
Vida estressada? Trânsito caótico? A falsidade que impera no ambiente corporativo? Ou é a sogra que não te deixa em paz?
Bom, estes são apenas alguns do fatores que, literalmente, tiram o sono de qualquer um … insônia … quem nunca sofreu a tortura de ver o dia clarear sem sequer pregar os olhos?
Bom, se depender no novo app para iPhone, a falta de sono agora é um problema do passado. Pelo menos é o que promete o aplicativo Dream:ON, que tem o objetivo de transformar o smartphone em uma usina dos sonhos.
Já comercializado pela App Store, o programinha funciona assim: você tem que, literalmente, deitar ao lado do seu iPhone (rs). Quando parar de se mexer, a mágica é feita (pelo menos essa é a promessa) porque o aparelho vai entender que você está começando a dormir (ué!? não era para combater a insônia?).
Logo depois, o Dream:On começa a executar uma trilha sonora “zen”, que induziria o notívago a imaginar passeios pelo bosque, voar com os pássaros, uma tarde na praia …
Depois de uma boa noite de sono, o sonhador será acordado por um alarme com horário pré-definido. Se quiser, você poderá escrever sobre o que sonhou e, os relatos, serão inseridos em uma base de dados.
App para iPhone toca sons relaxantes para melhorar sonhos dos usuários
O app é gratuito e vem com duas trilhas embutidas. Outras “trilhas sonoras” para seus sonhos, obviamente, serão vendidas. O preço é de US$1 cada.
Confira abaixo um dos vídeos sobre o Dream:On (em inglês)
Para muitos, um gênio. Para outros, uma pessoa intragável … que usava seu “poder de distorção da realidade” para conseguir aquilo que queria. Divulgada em fevereiro pelo FBI, a ficha de Steve Jobs, morto em outubro de 2011, chega a ser saborosa quando o assunto é a descoberta (confirmação) de nuances de sua personalidade controversa.
No total, foram disponibilizadas 191 páginas (em inglês) pelo ‘Bureau’ . O dossiê, montado durante o governo de George Bush, conta com entrevistas de 30 pessoas (vizinhos e colegas de trabalho) e ratifica detalhes da biografia escrita por Walter Isaacson: Jobs sabia como ninguém seduzir (quem quer seja) para chegar aos seus objetivos; teria usado pessoas para isso; foi usuário de drogas entre as décadas de 60 e 70; alguns o chamam de “desonesto”; a relação com a filha que teve antes do casamento foi marcada por tumultos … enfim … para quem o considera um “gênio da contracultura” é leitura obrigatória.
Clique aqui para acessar a ficha de Steve Jobs, diretamente do site do FBI.
Não bastasse vivermos num país que pratica as maiores taxas tributárias do planeta. Não bastasse o Brasil ser um dos poucos (talvez o o único) país que retém o imposto de renda da fonte … ainda temos que, todos os anos, aprender a mexer no programa fornecido pela Receita Federal.
Bom, fuçando na net, encontrei um tutorial muito legal e bastante didático, que ensina a operar o programinha do IR 2012.
Fala galera!
Para quem não sabe, sou vidrado em simuladores de voo e é por isso que escrevo este post.
Finalmente, depois de seis anos sem uma única novidade no segmento, a Microsoft, enfim, anunciou seu “Microsoft Flight” (estou fazendo o download do danadinho neste momento).
O legal da história é que o jogo será gratuito –para atiçar quem gosta de passar horas voando sem sair da sala– se o “piloto” curtir a experiência, poderá então optar em pagar para ter conteúdo extra.
Este é último lançamento da empresa desde o “Flight Simulator X”, de 2006.
O “Microsoft Flight” se passa no Havaí e, a exemplo se seu antecessor, dará ao piloto a chance de completar missões, desafios e ou voar livremente. A parte paga do simulador deve oferecer ao jogador a oportunidade de voar em outros tipos de aeronaves e, também, em outras regiões do planeta.
Mulheres que são únicas, cada uma com seu jeito especial de ser.
Mulheres vivem de carinho e adoram receber flores,
Não existem palavras suficientes, que possam expressar o quanto uma mulher é importante para sua família, seus amigos, e todos que fazem parte da sua vida.
Um sorriso, um abraço apertado, ouvir uma música e estar ao lado de uma mulher, é um momento doce e cheio de significados para nossas vidas. Felicidade que não tem preço.
Mulheres fortes e decididas que fazem da vida a emoção de viver com alegria no coração.
Mulheres simples e humildes que sabem dizer não, mas que respeitam seu próximo,
Mulheres que querem viver a cada minuto como se fosse o último e desejam ser felizes…
Mulheres têm luz própria…
Homenagear as mulheres é tempo de contemplar a alegria de viver.
Desejo que a sua vida seja repleta de realizações.
E Felicidades num gesto de muito amor, muito carinho e muita paz.
Pobres, moravam há oito anos em barracos dentro de um terreno de alguns milhões de reais. Eram um estorvo, vítimas de um apartheid social em pleno século 21. Ninguém os queria lá e, após incontáveis idas e vindas, uma verdadeira operação de guerra foi montada para removê-los da área.
A grande maioria dos “locais”, aqueles que residem em casas de alvenaria nas redondezas do acampamento, silenciosamente torciam para que o bairro fosse “esterilizado”. Eles tinham suas razões. Afinal de contas, seus imóveis perderam valor e os índices de violência na vizinhança estavam cada vez maiores…
Não, esta não é a sinopse do brilhante filme “DISTRITO 9”, de Peter Jackson e Neill Blomkamp (que você pode conferir o trailer abaixo e tirar suas conclusões sobre este pequeno texto).
Trata-se, sim, da história dos moradores do Pinheirinho, ou, do Distrito 9 de São José dos Campos. Para grande parte da população joseense, quem morava naquela área nem precisava ser um alienígena com aparência de inseto para causar ojeriza. Bastava estar lá.
Antes que comecem a me apedrejar (sim, isso virou moda por aquelas bandas), quero deixar claro que aqui não defendo os sem-teto, governos, nem a polícia … ninguém. Não concordo com quem invade a propriedade alheia (“aquilo que não é meu, não me pertence”); mas também não aprovo a letargia e má vontade política demonstrada por nossos administradores e legisladores nos últimos oito anos. Isso mesmo: oito anos! Não foram oito semanas, ou oito meses.
O que quero aqui é traçar um paralelo. E aquele ditado: que “a vida imita a arte” se aplica à história da “BATALHA DO PINHEIRINHO”.
Ver famílias inteiras arrastando suas coisas pela rua, deixando para trás aquilo que convencionaram a chamar de “lar”, foi de cortar o coração.
Ver as pessoas transformadas em números, com números colados no peito, em fila, quando se apresentavam ao Centro de Triagem, serviu para provar algo.
TODOS NÓS perdemos.
Perderam os sem-teto que pensavam verdadeiramente que iriam construir seu futuro no Pinheirinho (não falo dos sem-teto “profissionais”, nem dos baderneiros e muito menos dos irresponsáveis que tentam manipular a opinião pública com a maldita indústria do boato).
Perderam os “poderes” Executivo e Legislativo de nossa cidade (como dormir com 1.704 famílias nas ruas?).
Perdemos nós, que mostramos nossa faceta mais repugnante e inescrupulosa quando buscamos algum interesse (não importando de que lado estamos).
Agora, a pergunta que não quer calar: este foi o fim do Distrito 9 de São José?
Confira a cobertura da equipe da TV O VALE durante a desocupação do acampamento sem-teto do Pinheirinho.
Aurélio Moreira e Flávia Marreira durante cobertura para o portal de notícias do O VALE no Pinheirinho - Foto: Flávio Forner
Aqui vai um relato de bastidor daquilo que seria chamado de “Batalha do Pinheirinho”, que deveria ter ocorrido na madrugada do dia 17 de janeiro de 2012. Foi uma oportunidade singular para a revisão de alguns conceitos que acho importantes nesta profissão.
O primeiro foi um que aprendi fora, beeeem longe da faculdade: que o bom jornalista tem a obrigação de ser observador para aproveitar suas chances (tiros). E, graças a isso, a equipe da TV O VALE marcou alguns gols.
1) Fomos o único veículo a captar imagens do discurso do advogado dos sem-teto, Antonio Donizete Ferreira, no momento em que ele avisava os moradores do Pinheirinho que a PM não iria mais cumprir o mandado de reintegração de posse;
2) A passagem gravada pela Flávia Marreira acontece em frente a um carro em chamas, incendiado próximo ao portão principal do acampamento;
3) Tudo bem que as emissoras têm sua grade de horário definida, mas fomos os primeiros a entrar “no ar” para relatar o que estava acontecendo, com entrevistas feitas ao vivo com os moradores;
4) Também fomos os primeiros no Estado (no Brasil?) a informar, através de nosso portal de notícias (http://www.ovale.com.br/), que a Justiça Federal tinha concedido uma liminar que impediria o cumprimento do mandado de reintegração de posse.
Outro conceito revisto foi aquele que “é preciso buscar sempre um diferencial às matérias”, principalmente no “impresso”. Sim, depois de dominar a fórmulinha do lead (3Q + CO + PQ) é preciso esquecê-la (mas vamos combinar que é preciso ficar craque nela primeiro, ok!?).
Bom, enumero alguns detalhes que dariam uma “baciada” de leads e parágrafos legais para uma reportagem:
1) No QG dos sem-teto, vários deles assistiam ao filme “Kill Bill” –que começa com o seguinte provérbio: “Revenge is a dish best served cold.”, algo como “A vingança é um prato que se come frio”;
2) À espera da polícia, os sem-teto patrulhavam os limites do acampamento com rondas de motos. As informações sobre movimentações suspeitas e deslocamentos eram passadas por rádio;
3) Alheio ao clima de tensão (à flor da pele) no acampamento, um gatinho siamês dormia tranquilamente contrastando sua pelagem com o sofá alaranjado da sede do Pinheirinho;
4) O único representante do Legislativo que passou boa parte da madrugada no acampamento foi o vereador Tonhão Dutra. Somente depois, com o dia já clareando, e com a certeza que a polícia não iria invadir é que os demais foram chegando;
5) Muitos policiais e todos os sem-teto ficaram aliviados quando souberam que a reintegração de posse não seria cumprida.
6) Durante a comemoração dos sem-teto, algumas latas de aerosol serviram de lança-chamas para animar a festa. De onde elas surgiram? Qual seria a finalidade caso houvesse o cumprimento do mandado?
7) Provavelmente o Centro Poliesportivo Fernando Avelino Lopes, que fica em frente ao acampamento, seria (ou será?) utilizado como centro de triagem dos moradores. A quantidade de tendas montadas e cadeiras empilhadas no local é impressionante;
A equipe de repórteres-fotográficos do O VALE produziu vasto material, digno de prêmios.
O último conceito é aquele que nos leva a pesar a relevância de cada informação à matéria. Por exemplo, não usamos e sequer entrevistamos um grupo de estudantes da “comissão de greve da USP”. Um deles se aproximou dos jornalistas e se convidou para dar seu relato. Quando disse que eles que vieram a São José para “dar uma força aos manifestantes”, desistimos.
Bom é isso aí. Veja agora a reportagem que produzimos.
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